NOSSO PAI.. FLÁVIO DE OGUIAN

Posted by gunfaremim on 3 de junho de 2011

Nosso Pai e seus filhos

É com muita dor e tristeza que escrevo esse post. Perdemos, no dia 30 de Maio de 2011, um grande homem, que dedicou sua vida e sua obra ao legado de nossos ancestrais africanos. Seu nome: José Flávio Pessoa de Barros, ou para nós, os seus filhos, Papai Flávio. Aquele que não foi apenas um pai, mas também um grande amigo. Sempre atento e pronto a nos auxiliar. Com seu jeito tranqüilo e sempre sereno nos ensinou a amar e respeitar essa religião.

Realmente a perda é simplesmente imensa, a dor e o sentimento de solidão ainda são muito fortes e presentes. Pai Flávio foi muito além de apenas um Babalorixá, ele foi um grande conselheiro, um grande amigo. Sempre atento e cuidadoso, nada escapava ao seu olhar. Ele tinha a formidável capacidade de agregar, de dizer a coisa certa no momento exato. Muitas vezes me senti perdido e sem ter noção de como me posicionar diante das dificuldades que a vida me apresentava. Nesses momentos sempre obtive dele as respostas que precisava e a certeza de estar bem amparado. E agora ele nos deixa, assim, de forma tão abrupta.. É, vai ser muito difícil superar..

Papai Flávio, agora o senhor é um essá, nosso ancestral, que continuará olhando e nos protegendo. Sua lembrança e seus ensinamentos estarão sempre no coração de cada um de nós, seus filhos e amigos.

Que Ogiyan nos cubra, Xangô nos defenda e Oxossi nos fortaleça sempre! Asé! Asé! Asé!

“Ásèsè mo juba, Ode Arolé lo bí wa”

(Origem das origens, nós lhe apresentamos nosso humilde respeito).

Sua cadeira, aos pés de Idanko..

Peço a Ikú, e ao Senhor do Alá, que nos permita ter o tempo necessário para que possamos fazer crescer as sementes que nosso pai plantou nos corações de cada um de nós. Que esse tempo seja longo, e que essas sementes possam gerar árvores fortes, com raízes profundas e com frutos sadios. Asé!

 

Ìkú són a lè

Níbi Bàbá Alápáàlà.

Ìkú don ohun bàbá

Ó kí s’àlà ojú wa

Ní ìfé agà to ní gbè

Osó Ìkú a fó a wé to

Ìkú á lè, ìkú á lè, Ìkú àjò!

Morte, fique amarrada na terra

Aqui, Pai que tem o àlà (o pano branco) ao seu lado

Contra feitiços, a Morte e outras coisas.

Pai, ponha o àlà e o olhar sobre nós.

Tenha amor e que estejamos aptos à proteção

Contra os feitiços da Morte, eleve-nos e envolva-nos bastante.

Morte na terra, Morte na terra, Morte viaje (vá embora)!

Pai Flávio e Vó Nitinha, momento inesquecível em Miguel Couto

 

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